Dando continuidade as histórias de inicio de carreira do Batman, Monge Louco se passa logo após Ano Um, com referencias diretas à obra de Frank Miller. Assim, a pegada mais detetivesca do personagem é mantida e bem trabalhada por Matt Wagner, bem como a pegada mais urbana do Batman, até porque nesse inicio de carreira do personagem, ainda não existiam os vilões fantasiados.
Embora a história tenha a ambientação mais urbana, o antagonista que o Batman irá enfrentar possui “um pé” no sobrenatural, pois o vilão mesmo cometendo assassinatos em nome de um culto, suas habilidades tendem a ser fantasiosas quando apresentadas ao leitor.
Desde o primeiro capitulo, acredito que houve um acerto por parte do roteirista em colocar narrações e perspectivas dos diferentes personagens da história, criando diferentes núcleos, mas que convergem para uma mesma direção. Essa técnica de roteiro utilizada por Matt Wagner deixou a história com uma vibe investigativa muito interessante, fazendo com que o leitor ficasse com vontade de ler a HQ com objetivo de chegar na conclusão do caso junto com o Batman.
Apesar de ter gostado da história, principalmente por conta dos elementos urbanos e investigativos, há algumas facilidades de roteiro e algumas questões que o Batman aborda, como sendo “solução” para enfrentar o vilão, e logo depois é deixado de lado, sem consequências ou menções a respeito. Além de que o fim de uma antagonista foi bem forçado.
Ademais, é interessante ver o relacionamento do Batman com Julie Madison, mostrando que de início, o Batman consegue ter um relacionamento (mesmo que cheio de problemas), mas depois dos acontecimentos desse encadernado, ele percebe que precisa ficar sozinha e se isola ainda mais.
De resto, destaco que foi interessante ver o Batman enfrentando um culto e sua figura líder religiosa, o que me remeteu muito a Batman O Messias, embora não tenha tanta violência e não seja tão boa a história do Bernie Wrightson.