O AVARENTO Que diabo, sempre dinheiro! Parece que não sabem dizer mais nada: "Dinheiro, dinheiro, dinheiro". Ah!, é a única palavra que têm na boca: "Dinheiro". Sempre a falar de dinheiro. É o ai-jesus deles, dinheiro!
O TARTUFO Nesta comédia teatral, por meio de um diálogo de enorme sutileza e força cômica, o autor apresenta a figura de um homem sensual e lascivo que, sob a aparência de asceta virtuoso, consegue aproveitar-se da confiança de seu protetor, envolvendo toda a família deste.
O MISANTROPO Louis Jouvet resumiu assim o "Misantropo": ´´É a comédia de um homem que quer ter uma conversa decisiva com a mulher que ama e que, até ao fim do dia, não consegue fazê-lo´´.
DOM JOÃO "Um dos aspectos interessantes desta nova versão do mito de D. João é o modo ambíguo como Molière constrói o seu personagem. Se, a uma primeira leitura, há a tentação de fazer uma leitura moralista e aceitar o que parece ser a sua condenação ao Inferno, num plano mais profundo encontramos na sua boca a crítica violenta não só dos códigos opressivos da sociedade francesa – baseados na religião e na monarquia – feitos de forma bastante clara, designadamente no que toca ao ateísmo, o que só é possível porque Molière aproveita esse lado negativo do personagem para meter na sua boca afirmações que seriam imediatamente esconjuradas se feitas por um herói em quem o público se pudesse reconhecer. É isso, no entanto, que vai fazendo com que D. João acabe por “seduzir” esse público, acabando por se lhe tornar simpático, não só pela subversão do seu pensamento como pelo seu desafio a todos os interditos – desde o do sexo até ao das censuras, mesmo quando elas são personificadas por figuras do outro mundo, como a Alma do Comendador. E será este facto que explica que esta peça tenha visto a sua carreira reduzida a quinze representações no ano de 1665 e, finalmente, não tenha voltado à cena por muitos anos, só tendo sido editada em 1682, em versão expurgada, depois da morte do seu autor." -- Nuno Júdice
French literary figures, including Molière and Jean de la Fontaine, gathered at Auteuil, a favorite place.
People know and consider Molière, stage of Jean-Baptiste Poquelin, also an actor of the greatest masters in western literature. People best know l'Ecole des femmes (The School for Wives), l'Avare ou l'École du mensonge (The Miser), and le Malade imaginaire (The Imaginary Invalid) among dramas of Molière.
From a prosperous family, Molière studied at the Jesuit Clermont college (now lycée Louis-le-Grand) and well suited to begin a life in the theater. While 13 years as an itinerant actor helped to polish his abilities, he also began to combine the more refined elements with ccommedia dell'arte.
Through the patronage of the brother of Louis XIV and a few aristocrats, Molière procured a command performance before the king at the Louvre. Molière performed a classic of [authore:Pierre Corneille] and le Docteur amoureux (The Doctor in Love), a farce of his own; people granted him the use of Salle du Petit-Bourbon, a spacious room, appointed for theater at the Louvre. Later, people granted the use of the Palais-Royal to Molière. In both locations, he found success among the Parisians with les Précieuses ridicules (The Affected Ladies), l'École des maris</i> (<i>The School for Husbands</i>), and <i>[book:l'École des femmes (The School for Wives). This royal favor brought a pension and the title "Troupe du Roi" (the troupe of the king). Molière continued as the official author of court entertainments.
Molière received the adulation of the court and Parisians, but from moralists and the Church, his satires attracted criticisms. From the Church, his attack on religious hypocrisy roundly received condemnations, while people banned performance of Don Juan. From the stage, hard work of Molière in so many theatrical capacities began to take its toll on his health and forced him to take a break before 1667.
From pulmonary tuberculosis, Molière suffered. In 1673 during his final production of le Malade imaginaire (The Imaginary Invalid), a coughing fit and a haemorrhage seized him as Argan, the hypochondriac. He finished the performance but collapsed again quickly and died a few hours later. In time in Paris, Molière completely reformed.
Primeira peça: O avarento Das 4 peças a que eu achei mais engraçada. A cena passa-se em Paris na casa de Harpagão. Harpagão é um velho viúvo que tem 2 filhos: Cleanto e Elisa. Harpagão, o avarento, é muito desconfiado e esconde o dinheiro, que pensa que todos, incluindo os filhos, lhe quererão roubar. Apaixona-se por Mariana (apesar de ser pobre e não lhe trazer dote), que é também requestada pelo filho Cleanto. Por sua vez quer casar Elisa com um velho que pensa ser rico chamado Anselmo, porque este casa sem exigir dote. Esta Elisa tem um namorado Valério que ao longo da peça é um pouco hipócrita com Harpagão, pois querendo ganhar as suas boas graças diz-lhe sim a tudo, mas fica muito atrapalhado quando vê que o avarento quer casar a filha com outro. Aparecem uma alcoviteira, criados, agiotas, etc. O desenlace é fenomenal: Anselmo diz que não casa com Elisa contra vontade desta, descobre que Valério e Mariana são os filhos perdidos há muitos anos num naufrágio e que julgava mortos, reencontra a esposa, etc. Harpagão só cede porque entretanto Seta, criado de Cleanto, lhe encontrara um baú de moedas que, em troca do seu assentimento aos dois casamentos, lhe é devolvido. Mas é Anselmo que paga as duas bodas. Segunda peça: O tartufo. A cena passa-se em Paris em casa de Orgon. Orgon é um homem de meia idade com um segundo casamento com Elmira. Muito influenciado por Madame pernelle sua mãe que é uma verdadeira sogra, recebe em casa o Tartufo que é um beato falso, que com boas e mansas palavars e um aspeto de santidade consegue os favores de Orgon com o beneplácito da mãe deste. Contra ele estão Damis filho de Orgon e enteado de Elmira , Mariana filha de Orgon, Valério, seu namorado e Cleanto, cunhado de Orgon. Conseguem desmascarar o Tartufo quando ele assedia Elmira, dizendo-se apaixonado por ela caindo na armadilha porque Orgon, escondido, ouve tudo. Só que quando quer expulsar o beato de casa este invoca uma doação de todos os bens que lhe tinha feito Orgon, pois o queria casar com sua filha. Só que a injustiça não pode imperar e por isso tal doação não é reconhecida para alívio de todos, até de Madame Pernelle. Terceira Peça: O misantropo. Cena passa-se em Paris em casa de Celimena. Alceste é o misantropo, que é uma personagem muito séria que diz cruamente o que pensa e por isso diz mal de todos os podres e hipocrisias da sociedade que o rodeia, granjeando assim muitas inimizades. Sendo assim tão exageradamente integro espanta muito que seja apaixonado de uma mulher fútil e coquete que gosta de ser requestada, Celimana, a qual tem por si muitos apaixonados o que contraria muito a Alceste que lhe faz muitas cenas de ciúmes. Apesar do mau trato de Alceste há outras mulheres que gostam dele. Arsínoe que ao longo da peça são hipocritamente amigas e rivais de Celimena. Aparece um Vasco como criado de Celimena. Aparecem também uns marqueses Acato e Clitandro que são personagens que o autor leva ao ridículo, assim como a Oronte um poeta falgado que é o maior rival de Alceste no amor de Celimena. É uma nítida crítica à sociedade do tempo. Há episódios de cartas que aparecem como traição de celimena que se confessa arrependida, mas não aceita a sugestão de Alceste de ir para um convento e assim o namoro acaba. No fim as duas personagens mais razoáveis da história, Filinto amigo de Alceste e Elianta, prima de Celimena , mostram-se próximos um do outro e provavelmente casarão. Quarta peça. D. João ou o convidado de pedra. A peça passa-se na Sicília. Moliére traça-nos um retrato completamente odioso de D. JOão: mulherengo, egoísta, dissipador, caloteiro, fanfarrão, violento, Não há nada que se aproveite ficando uma figura verdadeiramente odiosa. Muito graças a seu criado Esganarelo, que se farta de dizer mal dele nas costas mas covardemente, frente a ele é completamente sabujo. Dom joão promete casamento, e casa, com todas as que lhe aparecem, nomeadamente uma virtuosa D. Elvira que ele roubou ao convento para depois a abandonar. Os irmãos dela, D Carlos e D Afonso perseguem-no mas o D. Carlos a certa altura é salvo de uns bandidos pela intervenção intrépida de D. Joã0 que assim fica credor da honra deste D. Carlos e que por isso escapa-se à vingança dos irmãos. Aparecem uns rústicos, como Pedrote com a namorada Carlota que também é seduzida por D. João. Aparece D. Luís pai de D. João que é um homem muito desgostoso. E aparece um comendador, mas só em estátua de pedra pois o verdadeiro tinha sido morto por D. João. D João não acredita em fantasmas mas custa-lhe engolir que a estátua fale e se mova. A estátua desafia-o para ir jantar com ela e D. João não pode dar mostras de medo até porque diz não acreditar no sobrenatural. O certo é que quando se dirigia para o jantar, se abre um buraco no chão e D. João é engolido pelas trevas indo diretamente para o Inferno, supõe-se. Ao fim Esganarelo lamenta-se que é o único infeliz e prejudicado no final da história porque fica sem nada, nomeadamente o seu soldo que não lhe é pago. Uma frase me marcou e me serviu numas alegações: Diz Elvira: E se o Céu, para ti, não tem nada que te faça tremer, treme da cólera de uma mulher ofendida"