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Portugal Pequenino

Concluído na Nespereira, em Outubro de 1929, este Portugal pequenino de Maria Angelina e Raul Brandão foi impresso aos 22 dias do mês de Fevereiro de 1930, na tipografia da Seara Nova. Esta incursão brandoniana pelo mundo infanto-juvenil, não obstante a parceria, é um feliz encontro com um grande mestre da literatura portuguesa estranhamente deslembrado. “Para os filhos dos outros”, dirão os autores, em terna dedicatória.
A capa da 1ª edição apresentada é de Alberto de Sousa, os desenhos interiores de Carlos Carneiro e as aguarelas de Lisboa e Porto de Tagarro e Carlos Carneiro. A dedicatória de Raul Brandão é dirigida a Carlos Parreira, intelectual de indiscutível valor.

262 pages, Paperback

First published February 22, 1930

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Maria Angelina Brandão

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Profile Image for Luís.
2,506 reviews1,644 followers
March 12, 2021
“For the children of others”, read in the dedication of the authors, Raul Brandão and Maria Angelina. Married, they completed Portugal Pequenino in 1929, in Nespereira. The small work tells a story that took place in a country-space written according to the small heroes of an unusual adventure.
28 reviews5 followers
January 5, 2017
Gosto muito da pessoa que foi Raul Brandão e do pouco que sei da sua história de amor com Maria Angelina; gosto dos temas que lhe interessam e de que fala nos seus livros, penso que, num mundo sem tempo, podíamos ter sido amigos. Mas (e digo-o com muita pena) nunca consegui gostar da sua escrita, demasiado plangente para o meu gosto.

Este livro para "os filhos dos outros" e suponho, portanto, que para crianças, cedo o narrador perde de vista a intriga e se deixa prender por aquilo de que verdadeiramente parece gostar: a descrição detalhada das vidas duras dos homens e das mulheres do povo. E fá-lo muitíssimo bem, sente-se que fala de um povo real e não inventado, de um povo amado, com quem conviveu de perto, a quem ouviu falar e viu trabalhar e a quem ama e respeita. Mas o tom plangente cola-se-me à alma e incomoda-me. Sim, o povo, os homens e as mulheres que trabalham sem tempo para grandes lazeres são assim, mas podem e devem fazer algo para mudar a vida que levam.

Se calhar estou a ser injusta com o Raul Brandão, sei que a intenção dele é a da denúncia, mas sinto falta do instinto de revolta. Mas hei de voltar, se não a este livro, pelo menos a este autor. Ainda hei de gostar de um livro dele :) Não foi isso que me aconteceu com o Aquilino Ribeiro?
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