Nova saga do delegado Espinosa tem como personagem um professor com uma síndrome rara e leva a investigação para o mais perigoso dos lugares: o interior da mente humana.
São muitos os lugares perigosos deste livro. O primeiro é o próprio Rio de Janeiro, onde a história se desenrola. Como de costume nos romances de Garcia-Roza, a cidade é protagonista e sua geografia se torna parte indissociável da trama.
Outro lugar de perigos insondáveis é a memória do professor Vicente, figura central neste enredo. Afastado da universidade em razão de problemas de saúde, ele passa os dias em casa e ganha a vida como tradutor, numa rotina aparentemente tranquila. Até que se depara com uma lista cheia de nomes de mulheres.
Quem são elas? Foram suas colegas na universidade? Alunas? Por que ele as reuniu numa lista e que relação manteve com elas? São questões que ele não tem como desvendar, pois sofre de uma síndrome em que as lembranças se apagam e a imaginação toma o lugar dos fatos.
Vicente busca a ajuda do delegado Espinosa para descobrir o paradeiro das mulheres listadas. Mas a investigação traz à tona os cantos obscuros de sua mente e pode revelar a origem de crimes que nada têm de imaginários.
Na décima primeira aventura do delegado Espinosa, Garcia-Roza mostra por que é um dos renovadores do gênero policial no Brasil e um de seus artífices mais talentosos.
Um Lugar Perigoso - Luiz Alfredo Garcia-Roza (Detetive Espinosa #11) | #crime #mistério #literatura brasileira | NITROLEITURAS | 264 páginas, Cia das Letras 2014 | Lido de 22.07.17 a 26.07.17
SINOPSE Em mais um capítulo da saga do delegado Espinosa, um professor com uma síndrome rara leva a investigação para o mais perigoso dos lugares: o interior da mente humana.
São muitos os lugares perigosos deste livro. O primeiro é o próprio Rio de Janeiro, onde a história se desenrola. Como de costume nos romances de Garcia-Roza, a cidade é protagonista e sua geografia se torna parte indissociável da trama.
Outro lugar de perigos insondáveis é a memória do professor Vicente, figura central neste enredo. Afastado da universidade em razão de problemas de saúde, ele passa os dias em casa e ganha a vida como tradutor, numa rotina aparentemente tranquila. Até que se depara com uma lista cheia de nomes de mulheres.
Quem são elas? Foram suas colegas na universidade? Alunas? Por que ele as reuniu numa lista e que relação manteve com elas? São questões que ele não tem como desvendar, pois sofre de uma síndrome em que as lembranças se apagam e a imaginação toma o lugar dos fatos.
Vicente busca a ajuda do delegado Espinosa para descobrir o paradeiro das mulheres listadas. Mas a investigação traz à tona os cantos obscuros de sua mente e pode revelar a origem de crimes que nada têm de imaginários.
Na décima primeira aventura do delegado Espinosa, Garcia-Roza mostra por que é um dos renovadores do gênero policial no Brasil e um de seus artífices mais talentosos.
RESENHA
UM LUGAR PERIGOSO revela mais um estranho protagonista na saga do delegado Espinosa, o sombrio Vicente, um tradutor de Poe que tem problemas de memória.
A prosa de Garcia-Roza, cada vez mais, mostra grande capacidade de síntese, elegante por ser enxuta e ao mesmo tempo envolvente. Os jogos psicológicos são complexos, mesmo sem o uso de recursos melodramáticos como reviravoltas de trama.
A narrativa traz muitas referências interessantes, contos do Edgar Alan Poe, Kafka, e também poderia ser entendida como uma recriação carioca e perversa de JANELA INDISCRETA, de Hitchcock, misturado com a narrativa de amnésia e de narrador não-confiável de MEMENTO, do Christopher Nolan e com toques de LOLITA, de Nabokov.
Garcia-Roza foi bem ousado em UM LUGAR PERIGOSO, ao usar um protagonista que se apresenta, por um problema neurológico, uma narração completamente inconfiável. O enredo se espirala através das páginas, com as cenas narradas no ponto de vista inconfiável do protagonista sendo retomadas por outros personagens com pontos de vista mais confiáveis. A repetição de cenas e da explicação da síndrome do protagonista chega a cansar, mas Garcia-Roza mantém a tensão até o final do livro. Minha recomendação na leitura é perseverar, pois, no terceiro ato, muito do que aconteceu começa a fazer sentido.
Recomendo!
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Um policial interessante, pois o Espinoza foi entrando devagar na história e o cadáver propriamente dito só apareceu bem, mas bem tarde. Espinoza é muito bom.
Pouco falado entre nós, é um exímio escritor e suas obras policiais são muito distantes do gênero, e se aproximam de nós , menos pelos cadáveres, mais pela interiorização do ser. Despimos o Espinosa da roupa de delegado e tiramos o racional que o nome sugere, e ele continuará firme e forte, mesmo debaixo da chuva de origâmis.
É, se não estou em erro, o décimo romance de Garcia-Roza protagonizado pelo Delegado Espinosa, em pleno bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro (e o seu décimo primeiro romance, apenas um não teve Espinosa como protagonista). O autor escolhe situações particularmente complicadas para colocar desafios ao seu personagem: desta vez, Espinosa confronta-se com um ex-professor universitário, actual tradutor de Poe, que sofre de um raro distúrbio psicológico, que lhe provoca uma amnésia profunda, quer em relação às memórias antigas quer em relação às mais recentes. Vicente esquece-se de tudo o que faz ou lhe acontece, e esquece-se de que se esqueceu, criando ou imaginando situações para preencher os espaços vazios da sua memória. É esta personagem, que tem tanto de fascinante como de repulsivo, de sedutor como de perigoso, que domina todo o romance. Aliás, Um Lugar Perigoso pode parecer ser mais um livro sobre Vicente do que sobre Espinosa, mas essa impressão é enganadora, pois todo o enredo nos leva sempre de volta ao responsável da 12ª Delegacia. Atmosférico como sempre, dominado, como habitualmente, por uma espécie de intranquila serenidade, bem escrito, Um Lugar Perigoso mal se afasta, não tanto do bairro de Copacabana, mas do conjunto de quatro ou cinco quarteirões que marcam o centro geográfico da vida de Espinosa (e, neste caso, também de Vicente); e no entanto, igualmente como sempre, este é tanto um romance de intriga policial como uma crónica, amorosa e delicada, sobre uma cidade e os seus habitantes, mesmo quando uma e outros não resistem à natureza implacável das coisas e dos homens.
(O meu amigo Bruno, do Rio, ofereceu-me o primeiro livro de Luiz Alfredo Garcia-Roza que li, em janeiro de 2012, e, como gostei tanto, ao longo dos nossos sucessivos encontros, acabou por me oferecer todos os livros policiais do autor. Tanto quanto julgo saber, neste momento tenho lidos todos os romances publicados por Garcia-Roza. Por essa razão, tinha já este Um Lugar Perigoso comigo há mais de um ano, mas fui adiando o momento da leitura, para protelar este sentimento que agora experimento de, pela primeira vez em vários anos, não ter prometido um novo encontro com Espinosa).