Melhores trechos: "...A inteligência emocional só será atingida quando o indivíduo for capaz de se responsabilizar pelo seu crescimento nas mais diversas áreas da vida, como também de contribuir para o crescimento das pessoas que o cercam. Esse é o maior objetivo deste livro: por meio de temas que combinam competências emocionais e autorresponsabilidade, descortinar as fragilidades e ineficiências do leitor e fazer com que ele assuma total responsabilidade pelos seus resultados, sejam eles quais forem... O ato de se responsabilizar por tudo o que acontece em sua vida traz a certeza de realização e plenitude... De certo que não estamos no controle dos mares, dos ventos, das correntezas ou das tempestades, mas estamos no comando do barco de nossa vida e podemos usar todas essas variáveis a nosso favor. Assim, cabe a cada um decidir em quais mares navegar, quais recursos utilizar e qual rota seguir... Eu acredito que a nossa essência foi criada por Deus e é imutável, até porque é perfeita, porém a criação que tivemos, a educação que recebemos, os ambientes que frequentamos e a quantidade e qualidade de amor que nos foi dada, tudo isso nos tornou pessoas distantes dos nossos sonhos e potenciais – a ponto de nos perguntarmos quem somos... Consciência é a principal característica humana. É a percepção ou entendimento que permite ao ser humano vivenciar, experienciar e compreender os aspectos do mundo que o cerca e também do seu mundo interior. Ela nos permite entender os 'porquês', as causas e os efeitos do que acontece em nossas vidas. Possibilita ainda que nos coloquemos corretamente na linha do tempo, isto é, nos faz perceber com clareza que o passado influencia o nosso presente e que o presente influencia o nosso futuro... O crescimento e o desenvolvimento humano apenas são possíveis se houver a consciência. Para melhorar nossa compreensão, divido a consciência em três níveis ou tipos: consciência plena, consciência relativa e consciência disfuncional... Podemos dizer que consciência plena é a perfeita consciência, percepção e compreensão de si, do mundo e das causas e efeitos que nos cercam. A consciência relativa é uma compreensão limitada, situacional, influenciável e precária da realidade de si e do mundo à sua volta. Pessoas com consciência relativa, tomam decisões sábias em alguns momentos e decisões terríveis em outros. Agem certo com algumas pessoas e errado com outras. Em situações nas quais é necessário se manifestar, se calam, e quando o ideal seria calar, falam e fazem o que não devem. Já a consciência disfuncional é uma noção incompleta, irreal e debilitada a respeito de quem é você e do mundo que o cerca. A busca humana deveria ser uma jornada que inicia na consciência disfuncional, passa pela consciência relativa e termina na consciência plena... Autorresponsabilidade também pode ser compreendida como livre-arbítrio, ou a certeza de que é você quem está com o leme do barco da sua vida nas mãos. Então, cabe unicamente a você navegar... Para o Coaching Integral Sistêmico, o pensamento não é algo subjetivo, mas uma dualidade por imagens mentais e um diálogo interno mental, e, por isso, é um poderoso ingrediente de geração de consciência, reprogramação de crenças e mudança de comportamento. No Método CIS e no Formação em Coaching Integral Sistêmico, meus alunos aprendem que pensamento é uma imagem fotográfica mental, algo que eles veem apenas dentro da própria mente. Quando o pensamento vem sem força emocional, seu poder é pequeno; porém, quando vem sob forte impacto emocional, se torna uma forte realidade interna e um poderoso instrumento para mudança humana. Na prática, a visão de futuro é constituída de pensamentos ou imagens fotográficas a respeito do porvir. Todos nós temos imagens mentais sobre o nosso futuro, que podem ser positivas ou negativas. Porém, a maioria das pessoas não têm consciência de sua visão de futuro e, por isso, cultiva uma combinação de imagens boas e ruins, produtivas e improdutivas, de vitória e de vitimização. E obviamente cada um de nós está colhendo o fruto dessas imagens incubadas em nossas própria mentes. A questão é: Quais imagens você tem cultivado? Imagens de paz, amor, prosperidade e felicidade, ou de dor, medo, angústia, frustração, perda e tristeza? Tenho perguntado a centenas de pessoas quais imagens elas cultivam; a maioria esmagadora diz que tem imagens muito boas trafegando em suas mentes. Porém, quando inicio as sessões de coaching, já nas primeiras ferramentas elas se dão conta de que as imagens que mais surgem em seus pensamentos são as que elas mais temem... Tudo é absolutamente mérito seu – por meio de suas ações conscientes ou inconscientes, da qualidade de seus pensamentos, comportamentos e palavras ou, até mesmo, pelas crenças que se permitiu ter. Essa afirmação pode parecer muito dura, pode soar até mesmo como uma acusação. Peço que não a entenda dessa forma, mas como uma realidade libertadora... Pessoas de grandes conquistas, após uma derrota, não culpam as circunstâncias, outras pessoas ou o destino, elas assumem a responsabilidade pelos resultados e se perguntam: O que eu devo fazer diferente para que, da próxima vez, os resultados sejam melhores? Se você não acredita que tem livre-arbítrio para criar e escrever sua história presente e futura, se não acredita que está criando o seu mundo a cada pensamento e a cada decisão tomada, se ainda acha que seus sucessos e fracassos não dependem de você, demonstra que sua vida está à mercê das circunstâncias, dos outros e do mundo. Se acredita que a sua trajetória é uma sucessão de acasos, resta a pergunta: Quem está direcionando a sua vida? Quem é o responsável pelos frutos que você tem colhido? Alguém está no controle. Se esse alguém é Deus, lembre-se de que, desde o Éden, Ele tem dado o livre-arbítrio ao ser humano, e este não tem feito bom uso desse recurso... Os autorresponsáveis são otimistas e motivados, independentemente das circunstâncias... Pressuposto 1: Todos temos os recursos que necessitamos para prosperar e ser felizes. Pressuposto 2: Se alguém pôde, você também pode... 1.Se é para criticar, cale-se. 2.Se é para reclamar, dê sugestão. 3.Se é para buscar culpados, busque solução. 4.Se é para se fazer de vítima, faça-se de vencedor. 5.Se é para justificar seus erros, aprenda com eles. 6.Se é para julgar as pessoas, julgue apenas suas atitudes e comportamentos... Ou agimos com interesse na solução, ou reclamamos e colocamos nossa força e poder no problema. Os vitoriosos não perdem tempo reclamando e focando o problema, eles focam a solução e as possibilidades... Por que tantas pessoas se fazem de vítima e praticam a autocomiseração? Existem várias explicações e motivos, um deles é o seguinte: crianças precisam se sentir amadas e importantes, porém, por incapacidade afetiva ou por falta de tempo dos pais, elas não obtiveram esse alimento emocional. Um dia, uma dessas crianças adoeceu, e, quando os pais perceberam que era uma doença um pouco mais grave, voltaram-se por completo para elas, com carinho, atenção, cuidado, o que, na compreensão infantil, era justamente o amor que ela tanto almejava... O autorresponsável não julga o outro, mas sim a atitude dele... Pessoas que não possuem a crença da autorresponsabilidade optam por criticar, reclamar e se esconder atrás dos outros, estão à margem da própria vida... Pessoas que esperam pelas oportunidades não sabem absolutamente nada sobre dirigir ou conduzir suas vidas e, muito menos, sobre autorresponsabilidade. Para elas, viver é, na verdade, sobreviver; levam a vida como dá, 'como Deus quer', sempre culpando ou esperando que os outros as ajudem ou, no mínimo, não as atrapalhem. Como é frustrante a vida das pessoas que não são capazes de construir suas oportunidades... Essas pessoas mal sabem ou preferem não saber que tais oportunidades se manifestam constante e sistematicamente. Porém, pessoas com as atitudes certas não apenas as percebem e as criam, como também as aproveitam. Estudos cada vez mais frequentes atestam que quanto mais a pessoa se sente responsável pela vida que tem levado, mais realizada e plena ela é. Traga a autorresponsabilidade não apenas como uma filosofia, mas como uma crença forte e arraigada em sua mente... Antes de tentar mudar alguém, devo mudar a mim mesmo. Se não consigo mudar a mim, por que conseguiria mudar outras pessoas?..."