Fazendo alusão às estrelas, o grande poeta Olavo Bilac escreve o poema "Via Láctea", composto por 35 sonetos, que trazem o amor platônico como tema de seu trabalho. É uma de suas principais obras. Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu em 1865. Foi jornalista, poeta brasileiro e membro fundador da Academia Brasileira de Letras, criando a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.
Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac was a Brazilian Parnassian poet, journalist and translator. Alongside Alberto de Oliveira and Raimundo Correia, he was a member of the "Parnassian Triad". Elected the "Prince of Brazilian Poets" in 1907 by the magazine Fon-Fon, he is famous for writing the lyrics of the Brazilian Flag Anthem.
poxa, mas que bosta. Todos os poemas são sonetos e, como a maioria dos sonetos, relativamente esvaziados de um significado maior. Quero dizer, há sim propósitos pra cada um dos 29 poemas, mas eles acabam dizendo praticamente a mesma coisa no fim das contas. Bilac usa as mesmas palavras, o mesmo tipo de divinização do ser amado/exaltado de sempre, que quase chega a um desmaio emocional... um blablabla canônico com sentimentos exaltados, chaaaato. O que ele criou, o que trouxe de diferente, o que apresentou de Arte? Posso estar sendo cruel, mas acredito que nada. Os poemas parecem uma diluição de temas e vocabulário gastos da literatura sob medida pra agradar velho rico e tacanho.
Sem dificuldades para o leitor atual, os 35 sonetos de Via-Láctea são claros -- em sua grande maioria -- e bastante bonitos. Mas, como boa parte da poesia da época, só falam daquele amor idealizado, sofredor, advindo dos românticos, o que acaba não ressoando.
Vale a leitura pela linguagem e forma, certamente.
Gosto de sonetos, gosto de poemas, os poemas parmegianos (kk) são Olavo Bilac, é tudo muito bem escrito. Mas poema é diferente, ou acerta em cheio, ou não acerta em nada. Alguns são ótimos, a maioria esquecível.
Comentei recentemente que não fui bem apresentado ao Olavo Bilac por conta de seu Contos para Velhos, obra na qual, tirando algumas prosas e poemas, não surtiu o efeito esperado em quem tinha uma expectativa alta. Por outro lado, Via-Láctea é quase arrebatadora, um grande poema composto por 35 belos sonetos que atraem novamente meus olhos para Bilac e suas obras ainda não conhecidas.